Virtude: palavra fora de moda? Regras, incentivos e a crise moral

junho 17, 2009

Por Ana Paula Simões

Barry Schwartz aborda na palestra abaixo como a virtude, ou valores que sustentam nosso comportamento no trabalho e em vários outros contextos de inter-relação, apesar de parecer esquecida é mais do que nunca necessária.

Na palestra Schwartz aponta as características da “sabedoria prática”:

1. Uma pessoa sábia percebe quando e como abrir uma exceção a cada regra.
2. Uma pessoa sábia sabe como improvisar.
3. Uma pessoa sábia sabe como usar estas habilidades morais a serviço dos objetivos corretos. Para servir outras pessoas, e não manipulá-las.
4. Uma pessoa sábia é criada, ela não nasce pronta. Sabedoria depende de experiência.

A atual crise financeira é analisada a partir dessas características da sabedoria prática e de duas regras que criamos para facilitar a convivência mas que trazem sérios problemas quando mal aplicadas: regras e incentivos. Segundo Schwartz:

“Regras e incentivos podem melhorar as coisas a curto prazo, mas acabam criando uma espiral descendente que torna as coisas piores a longo prazo. A habilidade moral acaba sendo desgastada pela confiança excessiva em regras.”

Os temas abordados por Schwartz oferecem interessante ponto de reflexão para as práticas de gestão de pessoas e políticas de recursos humanos: estaremos inibindo o desenvolvimento de lideranças positivas com as regras e incentivos que adotamos nas empresas?

Veja o vídeo, e bom proveito!

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Conflitos interpessoais entre atividades primárias e de suporte – parte 2

fevereiro 27, 2009

Por Luciano Vicenzi

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Como dissemos na primeira parte deste artigo, a falta de alinhamento na cúpula, principalmente por questões políticas, é outra importante causa dos conflitos entre os gestores das atividades primárias e de suporte. Pode parecer até paradoxal uma empresa ter dificuldades em alinhar sua alta liderança, visto que são poucas pessoas – se comparado com a base – e com uma bagagem de negócios mais profunda em relação aos demais níveis hierárquicos. Mas há certas particularidades merecedoras de um escrutínio mais aprofundado.Por política, define-se “a habilidade de relacionar-se com os outros tendo em vista a obtenção de resultados desejados” (HOUAISS). Significa saber conciliar interesses quando ocorrem conflitos de ordens diversas, utilizando a argumentação e flexibilidade mental para “caminhar com as idéias”, isto é, avançar no desenvolvimento do pensamento procurando criar novas alternativas capazes de atender às diferentes expectativas. A existência de uma estratégica e de um planejamento estratégico, por si só, não resolve essa questão. Não se trata de uma questão meramente racional, mas principalmente interpretativa e emocional. Política!

 

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